As revelações do Benfica na 1ª volta
Matic – O sérvio é a grande revelação do Benfica nesta primeira fase. Depois de um defeso que deixou os encarnados órfãos de Javi Garcia e Witsel, muitas foram as dúvidas sobre como seria a partir daí o meio campo encarnado. Matic foi o grande responsável pela resposta benfiquista a essas ausências, dono de um pé esquerdo de veludo e uma cultura táctica acima da média, este jogador fez esquecer Javi Garcia. Não é tão agressivo como o espanhol a defender, mas suprime essa perda com um bom posicionamento táctico e uma qualidade superior na organização ofensiva. Uma primeira volta de afirmação, que já lhe serviu para afastar quaisquer dúvidas sobre a sua qualidade.
Enzo Pérez – De desertor a revelação demorou seis meses. O argentino foi um coelho tirado da cartola por Jorge Jesus, numa das suas já célebres e acertadas adaptações. Enzo conseguiu fazer esquecer Witsel, apesar de não ter a mesma qualidade do belga, conseguindo dar agressividade e, acima de tudo, acelerar o jogo de uma forma objectiva. Ora a velocidade é uma das principais características das equipas de JJ, logo assentou que nem uma luva na equipa.
André Gomes – O meio campo tinha ficado fragilizado com as saídas já referidas, as equações para apurar os novos jogadores para essas posições surgiam, mas nenhuma contemplava André Gomes. Pois bem assim que Jorge Jesus optou por dar uma oportunidade ao jovem português, este rapidamente demonstrou que era mais uma variável para essas mesmas equações. Boa leitura de jogo, agressividade e movimentação fazem dele um médio que está em todo o lado. Uma demonstração inequívoca da importância das equipas B.
Pedro Santos Pereira
